• Elisa Lempek

Parentalidade Consciente



O nascimento de um filho, particularmente o primeiro, marca a passagem para uma nova fase do ciclo de vida da família em que o sistema familiar se amplia e se torna mais complexo, acrescentando a dimensão parental.


Entende-se por parentalidade a responsabilidade de um adulto de ser a referência sobre os cuidados a uma criança, com o objetivo de garantir sua sobrevivência e pleno desenvolvimento. Usarei o termo parental fazendo referência aos pais da criança (sejam eles biológicos, ou não), entretanto, a parentalidade pode ser desempenhada por outros adultos de referência, o que vai depender de cada configuração familiar em questão.


É essencial compreender que, de todas as transições que o sistema familiar enfrenta, a transição para a parentalidade destaca-se como uma das mais intensas, exigindo uma reorganização de identidade, papéis e funções. É impossível se manter igual depois de se tornar pai e mãe!


Na arte de criar filhos, os pais são confrontados com situações novas diariamente e essas situações despertam diferentes respostas comportamentais, emocionais e cognitivas, muitas vezes desconhecidas até então. A aquisição de habilidades e competências parentais, ou melhor, capacidades para cuidar dos filhos e responder adequadamente às suas necessidades é uma tarefa complexa que requer respostas flexíveis e adaptativas.


Alguma vez você já se percebeu sem saber exatamente o que fazer diante da necessidade de ter uma resposta à determinada situação envolvendo seu filho ou sua filha?


Se a sua resposta foi sim, saiba que isso não acontece somente com você!


O tornar-se mãe e tornar-se pai é um processo e um processo que acontece nas experiências e vivências do dia a dia. Não há manuais. É prática! E prática implica riscos. O importante é nutrirmos em nós o que nos motiva a fazer o nosso melhor, acolhendo a nossa imperfeição, respeitando os nossos limites, mas também buscando o nosso próprio desenvolvimento.


Diante dos desafios que surgem ao assumirmos o papel parental (ser mãe/pai), somos também desafiados a nos reconhecer, redescobrir e ressignificar; afinal, diante do nascimento dos filhos, também renascemos. O autoconhecimento deve ser um processo constante e é um investimento valioso que nos aproxima de viver uma maternidade/paternidade mais autêntica, repercutindo positivamente em diferentes áreas da vida.


Se você ainda não embarcou nessa jornada de autoconhecimento, mas percebe que é necessário iniciar esse encontro consigo mesma/o, saiba que estou aqui para te apoiar e te ajudar a ter acesso, expressar ou exercer a autoria diante das experiências e eventos na tua vida, especialmente no que se refere a uma parentalidade mais consciente e satisfatória.


Conte comigo!

Elisa Lempek


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