• Elisa Lempek

Tá chegando a Introdução Alimentar!




A Introdução Alimentar está chegando e já me sinto ansiosa, pois não sei exatamente o que fazer, por onde começar, como vai ser...

Se você se identificou com a frase anterior, saiba que você não está sozinha!

A aproximação da Introdução Alimentar costuma vir acompanhada de certo grau de ansiedade, além de apontar para níveis de insegurança de pais e mães.

Atualmente existe muitas informações sobre alimentação infantil e informações que mudam a todo momento, há diferentes métodos para oferecer os alimentos às crianças e muito do que sabemos hoje diverge da forma como fomos criados, o que aumenta as dúvidas e insegurança sobre qual caminho seguir.

Normalmente, são os pediatras que acompanham e orientam as famílias nesse processo, entretanto, também há divergências entre suas orientações e as orientações dos profissionais de nutrição infantil, novamente contribuindo para as incertezas de pais e mães.

Diante desse cenário, a única certeza que temos é de que não há uma verdade absoluta. Não há apenas um caminho a seguir. Entretanto, sabemos que há  recomendações atualizadas e voltadas para prevenção e promoção da saúde das crianças e cabe a nós,  pais e mães, de posse dessas informações, refletir sobre a aplicação delas no nosso contexto familiar, de acordo com a nossa realidade, e sem negligenciar a saúde dos nossos filhos, afinal, desejamos que eles tenham um bom crescimento e desenvolvimento, além de uma relação positiva com a alimentação, não é mesmo?

Nesse sentido, percebo que além de buscarmos conhecer essas recomendações, é importante compreender o sentido delas, pois, compreendendo o sentido, fica mais fácil lidar com toda a novidade, assim como fazer escolhas conscientes diante de tantas dúvidas, como:

Por que é recomendado iniciar a Introdução Alimentar a partir dos 6 meses? Por que é melhor oferecer a fruta e não o suco? Por que não é indicado oferecer açúcar antes dos 2 anos?  Por que é preferível usar temperos naturais no preparo dos alimentos, assim como optar por frutas da estação? Por que é recomendado o uso reduzido de sal assim como de alimentos industrializados? Quais são os alimentos não recomendados para crianças menores de 2 anos? Por que não são recomendados? E quais não podem faltar na mesa? Por que é importante apresentar para a criança a maior variedade de alimentos e respeitar o tempo dela diante dessas descobertas? Esses e outros questionamentos semelhantes fazem parte do dia a dia de muitas famílias, causando certa angústia em muitos casos.

Quando compreendemos o motivo que direciona as nossas escolhas, podemos agir com consciência e flexibilidade. Além disso, fica mais fácil lidar com pitacos indesejados e curtir essa fase com mais leveza e, principalmente, como uma oportunidade de crescimento a partir de novos aprendizados, inclusive na nossa própria relação com a alimentação!

Depois de viver a experiência da Introdução Alimentar com o meu primeiro filho e acompanhar durante 1 ano um grupo de mães que se propôs a refletir sobre suas escolhas, ações e reações durante essa fase que é um processo, eu passei a compreender a Introdução Alimentar como uma oportunidade de conexão familiar, de criação de novos hábitos (nutricionais e comportamentais) para toda a família, afinal, se o objetivo é a criança compartilhar da alimentação da família, que importante oportunidade para a família rever seus hábitos e desenvolver uma relação mais saudável com os alimentos! Nesse sentido, percebo que a Introdução Alimentar pode contribuir no autoconhecimento, na autorresponsabilidade, no fortalecimento de vínculos. Através da Introdução Alimentar é possível promover um melhor relacionamento entre os membros da família quando estão todos empenhados e comprometidos com a construção conjunta que envolve (re) descobrir os alimentos, explorar novas formas, aromas, texturas e sabores, criando memórias afetivas que serão parte da história de cada um, se refletindo, inclusive, em outras relações e contextos.

Você já parou para pensar sobre que lembrança você deseja ter ao recordar desse processo de iniciação do seu filho no universo da alimentação? E que memórias você deseja construir junto a ele?


Vamos pensar sobre isso?


Com carinho,

Elisa Lempek

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