• Elisa Lempek

Tornando-se mãe e tornando-se pai

Atualizado: 26 de Jul de 2018

Não existe nenhum estágio de desenvolvimento no ciclo de vida familiar que provoque mudanças mais profundas ou que signifique desafio maior para a família do que a adição de uma nova criança ao sistema familiar. Com a chegada de uma criança, todos os membros da família avançam um grau no sistema de relacionamentos (filha se torna mãe e filha; filho se torna pai e filho; pais dos pais se tornam avós...) e ocorre a necessidade de mudanças e reajustamentos para abrir espaço à construção destes novos papeis, assim como de novas formas de relação.


A chegada de um filho marca uma nova etapa na vida familiar, implicando uma mudança de perspectiva, reorganização e um aumento da responsabilidade. A importância do ajustamento à maternidade e paternidade tem relação direta com o nível de satisfação pessoal; equilíbrio emocional; bom funcionamento familiar; melhor desempenho de tarefas práticas de cuidados consigo e com o bebê; reconstrução do estilo de vida e conciliação com outros papéis; construção do vínculo mãe/bebê e pai/bebê; entre outros.


O vínculo pais/filhos se constrói no dia-a-dia, na presença e momentos compartilhados. É na disponibilidade e na qualidade do tempo em que se está disponível enquanto pai e mãe que essa relação deve se construir, fortalecer e ampliar.


Atualmente, o conceito e a vivência da maternidade e paternidade tem sofrido importantes transformações, onde a necessidade de revisão e a ampliação dos papéis desempenhados pelo homem ou pela mulher merece uma atenção especial. Observamos um novo conceito de parentalidade onde ambos os pais compartilham a responsabilidade e atenção pelos cuidados dedicados aos filhos. Entretanto, para que esse processo ocorra de forma positiva, o diálogo, o respeito, a escuta e o compartilhar de sentimentos e expectativas é muito importante, assim como reavaliar e reestruturar a sua própria identidade que passa pela avaliação de perdas e ganhos associados a esta nova fase, acomodação das novas tarefas e papéis, redefinição de valores, prioridades e reconstrução de objetivos nas diversas áreas de suas vidas.


Por fim, permitir-se viver essa experiência que mesmo diante de tantos desafios também pode promover crescimento, amadurecimento e realização.


“A paternidade, quer do pai ou da mãe, é a mais difícil tarefa que os seres humanos tem para executar. Pois pessoas, diferente dos outros animais, não nascem sabendo como serem pais. Muitos de nós lutam do princípio ao fim” (Karl Menninger).


Com carinho, Elisa Lempek



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